Após andar por quase 1,5 horas procurando umas peças para moto, regressava eu à minha casa e já tentando pensar no que escrever para um novo Post quando passou por mim um senhor de características humildes, meio apressado como quem tivesse que chegar em algum lugar na hora exata. Empurrando o carrinho de picolé quase que o deixando cair pra frente de tanto peso.
Por coincidência carregava em um dos bolsos uma certa quantia em moeda que somada com a vontade de ajuda-lo me fez decidir comprar algo. Quando o chamei ele sem hesitar já foi encaminhando o carrinho para o meio-fio, talvez por esperar a tal chance para descansar seus braços, talvez para me atender melhor mais próximo a calçada. No resumir do acontecimento ele foi paciente e acabei comprando dele.
Mas o que me levou refletir logo após foi o quão velho era aquele senhor para exercer aquela função. De tantos anos que ele teve para conquistar algo melhor, trabalhar em algo menos exaustivo e com renda maior, por que ele se presta àquele serviço?
Muitas pessoas de primeira instância, olharia e sentiria pena - mal sabendo que 'pena' no dicionário significa: Castigo, punição, penalidade, sofrimento, aflição, punição imposta pelo Estado ao delinquente ou contravento - e assim usando a palavra erroneamente contribui apenas para a baixa alto-estima do trabalhador. Quando não o ignoram ou o tratam como alguém que fosse não só obrigado a atende-lo quanto a engolir piadinhas destrutivas ditas pros amigos ao lado.
Aqui então chego ao devido lugar almejado por minha ideia neste texto. Aquele senhor humilde e injustiçado profissionalmente soube reconhecer seu lugar e atender prontamente meu pedido e agradeceu ao final. Enquanto não se é difícil encontrar por aí executivos, profissionais renomados que vive sua vida sob desrespeito, grosserias e tratamentos de baixo nível num complexo de superioridade infantil justificando causa e efeito. E ainda se dizem cultos.
E assim vendo a sociedade não há outra forma melhor que defina o que é passado pra frente se não "Quanto mais acesso tem à informação, mais a ignorância se prefere".
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